Nos dias que correm verificam-se hábitos alimentares cada vez mais desequilibrados, com excessos cada vez mais acentuados, principalmente em produtos açucarados e ricos em gordura, e deficiências em alimentos naturais, base de uma alimentação saudável (hortícolas e cereais integrais).
Estamos perante um paradigma, como é que com toda a informação disponível, todo o conhecimento sobre nutrição e alimentação, todo o vasto enriquecimento de produtos alimentares, assistimos cada vez mais a comportamentos desequilibrados que conduzem a consequências negativas para a saúde.
Será uma falha na comunicação, informação pouco clara, oportunista, serão os hábitos enraizados e a pouca vontade em mudar? Serão as pressões a um público vulnerável, as crianças e consequentemente aos pais, que cedem cada vez mais às tentações da publicidade pouco honesta?
É muito importante seleccionar a “informação” que por vezes nos é imposta. O facto de termos alimentos pobres em calorias, não significa que possamos estar tranquilos, mantendo os mesmos hábitos desequilibrados.
Para contrariar a tendência pessimista do futuro da alimentação, ficam algumas ideias e conceitos sobre Alimentação.
O que é afinal uma Alimentação Saudável?
Para atingir tal meta devemos ter consciência do efeito que os alimentos que escolhemos ingerir, terão no nosso organismo.
Também devemos ter consciência da importância em controlar a ingestão calórica, mas tal cuidado não é suficiente.
Mais importante do que contabilizar calorias será ter em atenção à qualidade dessas calorias, evitando alimentos fornecedores de “calorias vazias”, ou seja, alimentos de elevada densidade calórica, sendo pobres em vitaminas e minerais.
É também importante manter o equilíbrio na ingestão e proporcionalidade calórica e no dispêndio energético.
A aplicação destes princípios são essenciais para a manutenção de um coração saudável, no entanto é importante ainda referir alguns nutrientes “amigos” do coração. Podemos mencionar as vitaminas (vitamina E), os minerais (magnésio, cálcio, fósforo, potássio), mas são as gorduras que merecem especial destaque, as “boas” e as “más” gorduras.
Quais é que serão as melhores gorduras para o nosso coração? Aquelas que encontramos no azeite, nas leguminosas, cereais integrais, oleaginosas e no peixe.
É esta a gordura que devemos ingerir diariamente, que nos permite obter os ácidos gordos omega, que aumentam o “bom” colesterol. Por outro lado devemos evitar a gordura prejudicial para o nosso coração, a qual podemos designar por gordura aterogénica, que encontramos na carne vermelha, nos lacticínios de elevada matéria gorda, nos fritos, nos salgados e na pastelaria.
Em relação à hipertensão arterial será tão importante reduzir o sal da alimentação como reforçar a inclusão de fontes alimentares de potássio, cálcio e magnésio, principalmente com o contributo de frutas e vegetais e outros condimentos. Também será importante limitar a ingestão de bebidas alcoólicas como também de bebidas excitantes, refrigerantes com cafeína, café e chá preto. O aumento da ingestão de água será uma medida que não deve ser esquecida.