São bolos, frutos secos, passas, refeições copiosas, bebidas espirituosas, filhoses, e sonhos que logo se transformam em pesadelos, quando o nosso organismo começa a queixar-se com tantos excessos. Nem a convicção de que a partir de agora é que começamos a ter cuidado, com a entrada num novo ano, que apesar das boas intenções, de nada nos pode proteger, a não ser uma real mudança de atitude e um cuidado redobrado com nosso fadigado sistema digestivo.
Podemos começar por tratar de estimular o fígado de forma a facilitar a sua árdua tarefa de eliminação de toxinas resultantes dos excessos cometidos.
Os vegetais a fruta, algumas infusões serão os melhores auxiliares.
Os rebentos, o aipo, a beterraba, rábano, a maioria das couves, a cenoura e a maçã, citando apenas alguns exemplos, apresentam o perfil ideal para “desintoxicar o nosso fígado”.
As infusões de ervas que podem igualmente desempenhar um efeito estimulante, passam pela simples alcachofra, o taraxaco e o menos conhecido borututu (planta da flora angolana).
Para baixar a quase inevitável subida de colesterol, temos de fornecer alimentos de elevado teor de fibra (cereais integrais, leguminosas, legumes, fruta) e leites fermentados (iogurte).
A fibra vai facilitar a eliminação do colesterol e algumas bactérias presentes nos iogurtes vão ter um “apetite especial” pelo colesterol, contribuindo para a sua diminuição. Logo teremos menos colesterol para depositar nas artérias.
Uma boa refeição será iogurte com flocos de aveia.
Mas para que possamos obrigar o fígado a diminuir os níveis de colesterol que circula pelo nosso organismo, devemos estimular a produção dos meios de transporte que conduzem o colesterol para o fígado (as lipoproteínas de alta densidade) mais conhecidas por “bom colesterol”.
Conseguimos este estímulo com a ingestão de gordura insaturada que encontramos em óptimas quantidades nos óleos vegetais não refinados (azeite, amendoim,...), nas oleaginosas, nos peixes gordos (sardinha, salmão, cavala), nas sementes (sésamo, linhaça, ...).
Não devemos esquecer que o optimismo é bom, mas devemos ser realistas, para que possamos estabelecer metas atingíveis, de forma a que não deixemos de sentir motivação e sensação de realização. É importante encararmos com moderação o ano todo, é claro que podemos e devemos sair da rotina, desde que saibamos não nos exceder.
Termino com o desejo que para este ano os seus projectos idealizados se realizem e que encare este ano com harmonia.
Jorge Martinho
Publicado na revista “Estética Viva”
31 dezembro 2010
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Acerca de mim
- Jorge Martinho
- Naturopata cédula profissional da ACSS Membro da Associação Profissional Especialistas Naturopatas; Docente no Instituto Medicina Tradicional; Graduação em Nutrição, Tecnologia e Segurança Alimentar